São Paulo, 24 de abril de 2009 – Será inaugurado em São Paulo, no dia 28 de abril, o primeiro centro de referência para o diagnóstico e tratamento da Imunodeficiência Primária da América Latina. Vinculado à Fundação Jeffrey Modell, o centro será coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Com a iniciativa, o Brasil começa a participar do esforço mundial para aumentar a conscientização sobre a doença. A falta de diagnóstico é o principal problema enfrentado pelos portadores da Imunodeficiência Primária (IP) no Brasil. Por falta de conhecimento dos especialistas e de acesso a exames apropriados, a identificação da doença pode levar até cinco anos para ser estabelecida. Atualmente existem cerca de 2 mil pacientes em tratamento no país, mas estima-se que aproximadamente 20 mil sejam portadores de IP. “Em geral ela se manifesta na infância e provoca um quadro de infecções repetidas que são confundidas com outras doenças, como otite, pneumonia ou meningite. O diagnóstico rápido e correto é fundamental para salvar vidas, porque a doença pode ser fatal”, afirma a imunologista Beatriz Tavares Costa, coordenadora do Centro JM e Professora Adjunta da Disciplina de Alergia, Imunologia Clínica e Reumatologia do Departamento de Pediatria da UNIFESP. O Centro Jeffrey Modell atuará com uma rede de 30 profissionais de saúde em todo o país e, pela primeira vez no continente, fará o registro dos pacientes com IP na América Latina. Esse mapeamento é importante para se ter um panorama real sobre a situação da doença. “Atualmente, o tratamento da imunodeficiência primária é subsidiado pelo Ministério da Saúde, porém, o Governo não investe no diagnóstico. O Centro ajudará a chamar atenção para esse problema”, ressalta a imunologista Tatiana Lawrence, presidente da Associação Brasileira de Imunodeficiência (ABrI), que reúne os pacientes do país. A ABrl será um dos braços do Centro JM, responsável pelo trabalho educacional com os portadores da doença.
Rede mundial
A instituição brasileira será um dos 51 centros mantidos pela Fundação Jeffrey Modell no mundo. O principal foco do trabalho da fundação - apoiada pela Baxter nos mais de 39 países nos quais atua -, é contribuir para a realização de diagnósticos precoces e acurados, promover tratamentos e propiciar condições para a cura da IP. Foi criada em 1987 por Vicki e Fred Modell em memória do filho Jeffrey, que faleceu aos 15 anos de Imunodeficiência Primária.
Sobre Imunodeficiência Primária
A Imunodeficiência primária é uma disfunção genética provocada pela produção insuficiente de anticorpos. É causada por uma falha no mecanismo de defesa do organismo que o impede de combater adequadamente as infecções. Além de infecções repetidas, as imunodeficiências podem se manifestar como diarréia crônica, retardo de crescimento, baixo ganho de peso, doenças alérgicas graves, doenças autoimunes, tumores e alterações no sangue, como anemia e diminuição de glóbulos brancos. Elas podem apresentar complicações e evoluir para outras doenças mais sérias, provocando a morte dos pacientes.
Sobre a Baxter
A Baxter é uma empresa global e diversificada da área da saúde que desenvolve, fabrica e comercializa produtos de biotecnologia, terapias especializadas e equipamentos médicos para hemofilia, doenças renais, distúrbios imunológicos, trauma e outras condições clínicas críticas. Com 77 anos de atuação no mundo, conta com 48,5 mil colaboradores em 100 países – mais de 1.000 no Brasil, onde iniciou suas atividades em 1960.
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