Programa de capacitação visa melhorar a adesão dos hemofílicos ao tratamento

Universidade da Hemofilia treinará profissionais de enfermagem para tratar a hemofilia, doença que atinge cerca de 10 mil brasileiros

A hemofilia é uma doença crônica causada por um defeito na coagulação do sangue, que provoca sangramentos repetitivos comprometendo as articulações e os músculos, causando dores, prejudicando a mobilidade e podendo levar à invalidez. No Brasil, a hemofilia atinge mais de 10.000 pacientes. Proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com hemofilia de todas as idades é um dos objetivos da segunda edição da Universidade da Hemofilia de Enfermagem, promovida pela Baxter Hospitalar, com o apoio da Federação Brasileira de Hemofilia. Nos dias 6 e 7 de agosto, no Hotel Tryp Berrini, em São Paulo, cerca de 40 profissionais de enfermagem de todo o país, que trabalham diretamente com pacientes hemofílicos e seus familiares, participarão de um programa de educação continuada e atualização clínica para aprimorar o acompanhamento integral desses pacientes.

Com o tema “O que podemos fazer para melhorar o cuidado e qualidade de vida da pessoa com hemofilia”, os profissionais de enfermagem receberão um treinamento completo sobre a importância da adesão do paciente ao tratamento, cuidados pré e pós operatórios e diagnóstico de inibidor – importância do diagnóstico precoce, além de ressaltar os benefícios da profilaxia primária e do apoio psicológico para o paciente e seus familiares.

Segundo Carmen Cunha Mello Rodrigues, coordenadora do Programa de Hemofilia e Enfermeira do Serviço de Educação Continuada do Centro Infantil Boldrini, embora seja crônica, a hemofilia é uma condição difícil que exige atenção especial ao paciente. “O papel do enfermeiro no atendimento à pessoa com hemofilia é muito amplo. Além de coordenar o programa assistencial ao paciente, o enfermeiro é responsável por orientar adequadamente o paciente e seus familiares, além de ser um facilitador do cuidado favorecendo o elo entre o paciente, a família e a equipe multiprofissional”, ressalta Carmen Rodrigues.

O trabalho do enfermeiro também é fundamental para promover a adesão do paciente ao tratamento profilático, ou preventivo. A profilaxia diminui as incidências hemorrágicas e pode evitar que as articulações sejam acometidas pelos sangramentos repetitivos, como joelhos, cotovelos e tornozelos, sofrendo danos irreversíveis e muitas vezes levando à invalidez. A profilaxia evita internações, inúmeras sessões de fisioterapia, frequentes idas ao serviço de emergência, cirurgias, absenteísmo escolar e profissional, aposentadoria, dificuldade e gastos com transportes, além de promover um ganho extraordinário na qualidade de vida, inserção social e produtividade. “No entanto, a partir do momento em que o paciente se sente bem, ele muitas vezes passa a não realizar a profilaxia como recomendado, podendo voltar a ter complicações relacionadas aos sangramentos. Outra questão da profilaxia é o paciente esquecer o acompanhamento regular, sentindo-se protegido pelo fator, e desta forma, deixando de fazer o acompanhamento regular e os exames de rotina”, explica Rodrigues.

Durante os dois dias de evento, os profissionais de enfermagem de todo o Brasil terão a oportunidade de discutir os diversos aspectos do cuidado à pessoa com hemofilia, os diferentes tipos de abordagem, os desafios de cada serviço e os encaminhamentos necessários para que os pacientes de todo o país tenham acesso ao melhor tratamento possível.

A Universidade de Hemofilia é uma iniciativa global da Baxter.

  • Serviço:
    Universidade da Hemofilia de Enfermagem II
    Data: 06 (das 7h30 às 18h) e 07 (das 9h às 13h) de agosto
    Local: Hotel Tryp Berrini
    Endereço: Rua Quintana, 934 – Brooklin Novo – São Paulo
    Realização: Baxter