Desnutrição Clínica

Existem evidências científicas nacionais* e internacionais que demonstram que a internação em um hospital é um fator de risco para a desnutrição, ou seja, basta estar internado para que um paciente tenha um maior risco de ficar desnutrido. Dentro da UTI, especificamente, a maioria dos pacientes não conseguem atingir a meta de calorias adequada, seja por via oral ou enteral (por sonda). Para ser considerada nutrida, uma pessoa precisa atingir, no mínimo, 60 a 70% dos requerimentos calóricos.

A conseqüência desta situação é que estes pacientes, principalmente o desnutrido grave, evoluem com maior morbidade e mortalidade, o que significa tempo de internação mais prolongado, recuperação mais lenta e afastamento da vida ativa.

Nestes casos, a terapia nutricional, seja ela oral, enteral ou parenteral, tem a capacidade de melhorar o estado nutricional de muitos desses pacientes, minimizando os riscos infligidos pela desnutrição. Portanto, a Nutrição Parenteral (NP), indicada para pessoas que não conseguem ou não podem alimentar-se utilizando seu aparelho digestivo, administrada por via endovenosa, é um recurso que deve ser utilizado. Ao trazer nutrientes como glicose, proteínas, lipídeos, sais minerais, água, vitaminas e eletrólitos, ela pode ser usada exclusivamente ou em conjunto com a nutrição enteral.

*Waitzberg DL; Correia MITD. Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar (BRANUTRI). RBNC 1999; 14: 124-34